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Parabéns
aos alagoanos e maranhenses |
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Mas
não a todos.
Parabéns somente àqueles que insistem em manter
no poder sobrenomes que fazem parte do nosso cenário cômico-político
há décadas. O reflexo disto continua evidente.
Esta semana saiu o resultado
do IBGE sobre a pesquisa que relaciona a expectativa de vida nacional
e a mortalidade infantil, e, mais uma vez, estes dois estados
estão na lanterninha. O resultado geral do Brasil, por
mais que tenha melhorado, ainda não pode ser motivo de
orgulho. Se comparado com outros países ainda fazemos muito
feio, ficar entre os últimos estados do Brasil em qualidade
de vida é pior ainda. Veja as pesquisas no site do IBGE,
o gráfico no Estadão
e matéria na Folha.
Será que quase 170 anos depois não
está na hora de outra Balaiada?
Aos que não participam da manutenção de sobrenomes
como: Collor, Sarney, Melo, Calheiros e outros (aqui eu dou nome
aos bois e às vacas), agora sem ironia, fica o meu pesar,
mas com a certeza que podemos acabar com esse coronelismo e voto
de cabresto que ainda resiste no Brasil. Será que não
é tão evidente que esses merdas não fazem
porra nenhuma por vocês há tanto tempo? Será
que nem com números do IBGE não fica claro que eles,
há décadas, não têm interesse nenhum
nos seus estados? O que importa é o bolso deles e a manutenção
no poder. Ainda parecem umas capitanias hereditárias, transferindo
seus poderes para filhos (ou filha), irmãos e outros fétidos
semelhantes. Para sair desse buraco, desse mar de lama, tem que
mostrar indignação no voto e botar uma boa corja
para correr. Alguns bons resultados apareceram, mas outros regrediram,
trazendo nomes sepultados de volta das catacumbas para assombrar
um senado que, em outro ambiente físico, já foi
palco de assassinato por parte de consangüíneos.
Partido político não é time de futebol. Não
tem que votar com o coração nem torcer voto a voto
e chorar ou comemorar depois o resultado como se fosse final do
brasileirão. Tem que pensar é no futuro. Se o calhorda
não deu certo, manda ele pro chuveiro. A insistência
no erro está gritante e a tristeza nos resultados sociais
está evidente em mortes.
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Pensei
muito se devia escrever este artigo ou não, mas de que
adianta ter um blog se não posso escrever o que penso?
Assim que vi o resultado da pesquisa, certos sobrenomes de políticos
vieram a minha cabeça e a ligação aos estados
foi imediata. Está aí. Já vomitei.